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Um convite à complementaridade.

Um convite à complementaridade.

Dar-se sem reservas, entregar-se­­ no âmago; esse é o desígnio maior para cada um de nós.

A dádiva da vida e toda a sua santa essência; Se não for derramada toda por amor a Cristo, por amor ao meu próximo então não há sentido em vive-la.

Não fomos deixados aqui como algo que se abandona.

Não foi por acaso que Deus nos colocou exatamente onde estamos.

Ele nitidamente nos empurra uns para os outros na intenção de que nos agrupemos.

Para que um seque a lágrima do outro sem se importar com o porquê da lágrima.

É para que um seja a extensão da limitação do outro.

É para que irmão afague irmão.

É para que irmão alimente irmão.

É para que irmão mostre a face de Cristo para o irmão sem se importar com seu passado, suas crenças, convicções ou suas manchas. ­­

Se não entendemos que essa vida só vale ser vivida se for pra ser convivida então não entendemos absolutamente nada sobre ela.

Somos seres que se completam, somos vários membros de um só corpo glorioso onde Cristo é a cabeça.

Não se pode passar por essa vida digladiando com o outro por ideologias, crenças, filosofias vãs e sofismas que nos separam e nos afastam do que é a verdadeira igreja de Cristo.

Ser um com o outro, assim como Cristo é um com o Pai.

Ele, a cabeça, olha para nós com olhar de infinita misericórdia e com a esperança de uma mãe às vésperas de conceber.

Esperança de ver a todos nós sendo um.

Esperança de que a igreja entenda que membros que somos devemos nos completar.

Poderia o braço arrancar intencionalmente uma perna em um mesmo corpo?

Poderiam os dentes arrancarem um dedo em um mesmo corpo?

A complementaridade não é opcional.

Ou aprendemos a conviver ou seremos arrastados para um abismo de total solidão.

Cristo nos convida à complementaridade como uma mãe que anuncia a refeição posta à mesa.

É da vontade da Cabeça que o corpo se complemente, se integre e se complete.

Como a mãe deseja que todos os seus estejam ao derredor da mesa.

Deus e suas situações já nos ofereceram chances das mais variadas formas para que enxerguemos a necessidade de sermos um.

Custamos a perceber o valor do outro em nós, custamos a notar o quanto é óbvio o sentido de complementação no outro.

Irmãos, abramos os nossos olhos.

Ele nos oferece diariamente a chance de vermos na face do irmão uma oportunidade de fazermos Comunhão.

Complementemo-nos no outro.

Há muito de ti no próximo, há muito dele em ti.

Há muito de todos em nós.

Há muito de nós em todos.

Não há maior prova de amor que dar a vida pelo outro.

Ele nos chama à doação total, à entrega sem reservas, ao amor desmedido pelo outro.

Ele nos convida a sermos igreja, a sermos luz e sal.

Ele nos chama a sermos reflexo da sua vontade.

Ele nos chama a sermos verdadeiramente irmãos.

“Eis que Eu vos dou um novo mandamento”, Ele nos disse um dia; E nada havia neste que já não fosse claro nos outros dez, mas Ele precisava deixar claro como água.

Ele precisava que entendêssemos por completo a sua vontade.

Amar o outro é ser igreja.

Amar o outro é replicar o ministério de Cristo.

Amar o outro é amar a Deus.

Portanto amemos.

Amemos desmedidamente, incondicionalmente, inconsequentemente. 

Amemos.

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"Beatus vir qui timet Dominum" Servo, Marido, Ministro de música, Professor de música, Apaixonado por literatura católica, aficionado em teologia. Um servo inútil que não faz mais que a obrigação ! ~~ Ministério Vocare

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