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Tudo passa, passarinho

Tudo passa, passarinho

Sabe aqueles dias que tudo que você planejara sai do seu controle? Um “mormaço” de sensações (choros, risos, dúvidas) que se instala na alma? E você vai vivendo, enfrentando tudo, e você, sim, você, querido (a) viverá um “faz- de- conta” que tudo está no controle. Teremos dias que o levantar da cama será uma luta travada e quem decidirá essa pseudo- batalha? Que o trânsito não fluirá rápido, o cabelo não ficará legal, entre outros motivos que seria longa a lista, ou seja, diremos: para que eu levantei da cama!!

 Porém, esses dias de neblina íntima, nos visitarão, e dependendo da nossa postura: ela se instalará ou a substituiremos por algo que nos traga algum alento imediato. Estamos numa época que esses dias devem ser motivados por uma série de receitas instantâneas, igual ao preparo de miojo.  Com frases motivacionais, gritos de guerra, até trechos bíblicos utilizados como mantra. E qual é o problema de permitirmos de sermos visitados por essas sensações que turva a nossa alma?

Queridos (as), o ser humano é composto por componentes que influenciam o seu desenvolvimento biológico, psicológico e social. O biológico traz o funcionamento do corpo, as respostas aos estímulos e interagem com o ambiente externo (clima, hormônios, alimentação, atividade física). O segundo que está tão em voga, o cuidado psicológico, aqui reside o comportamento e numa dinâmica bem distinta, entretanto são intrínsecas: o pensar, crenças e valores são os fatores que compõem a nossa identidade. E por fim, não menos importante o social, porém, para muitos indivíduos, eu, você , nós andamos invertendo essa tríade: o  componente social vincula-se muito a extrema exposição do status financeiro, a cultura, as relações, tão bem definida por Zygmunt Bauman, em seu Livro Modernidade líquida, essa última vem sendo fragilizada de forma abrupta. A relação intrapessoal que se dá na interação com nossos pares e muitas vezes, não são fáceis, são desafiadoras e  perceptíveis quando estamos em dias nada bons; Tem a relação intrapessoal, essa merece destaque e ajuda-nos a retomar a nossa conversa inicial, sobre os dias “nublados”, já que o  protagonizamos nossa vida do nascer ao morrer e àqueles que compreenderem que tudo faz parte de um processo necessário, essa afirmativa sempre fará parte dos nossos diálogos, queridos (as)!

Uma sugestão, queridos (as): anote em lugar bem visível: “Tudo passa, passarinho”, os dias bons, e não bons, só não  deixe esse último se aninhar em seu íntimo, extraia o que  tenha proveito, com perguntas sinceras, e sendo verdadeiros em nossas respostas,  queridos (as), encontraremos o equilíbrio para esses dias, que também tem a sua beleza, basta limpar a lupa da vida!!

Paz e bem 😊

CPlay
Giltania S. Nery
Giltania S. Nery Seguir

Educadora/ Comunicação e Expressão/ Recursos Humanos

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