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Refúgio e proteção

Refúgio e proteção

Já faz tempo que fiz 20. A impressão era de que a vida era infalível e eu podia tudo o que quisesse, apesar do sofrimento constante e fundo que me acompanhava diariamente em minha própria casa.

A dor de ver minha família sofrer não me tirava a esperança. Aprendi a chorar escondido, quando mostrar me dava a impressão de que era reforçado em mim o que não ajudaria em nada.

Aprendi a “engolir sapos” imensos pois era clara demais a possibilidade de jogar palavras fora em meio a tanta dor e luta. Parece que o sofrimento nos limpa a audição e a gente vai ficando mais sensível ao que vale a pena mesmo ouvir; desde que não entupa os ouvidos com excessos de reclamações. .

Desde nova sempre fui avessa a gente muito negativa; pois negativa já era a vida em casa; porque então piorar com mais veneno na palavra? Eu queria era esperança.

Acordava cedo e, antes de ir à escola, tocava minhas “fitas” num velho aparelho que meu pai já tinha trocado por um outro mais moderno, que ficava no quarto do meu irmão. O mais velho me servia bem! Eu ligava logo cedinho um salmo, uma música evangélica, algo que me elevasse a alma e me abrisse os olhos, pra que eu não me perdesse, contemplando minha própria infelicidade, diante das circunstâncias...

Hoje, quase 30 anos depois, eu entendo como Deus me protegeu! Hoje entendo onde era realmente o meu refúgio! Hoje, por mais maluco que possa parecer, entendo que me permitindo sofrer com meus pais e minha família, Deus me protegia de mim mesma, do meu egoísmo, da minha sombra.

Sofrer foi o melhor remédio que Deus podia ter escolhido pra me dar! Foi em bom tempo e na hora certa.

Às vezes a proteção de Deus não vem como a gente espera... Mas ela NUNCA falha!

CPlay
Ziza Fernandes
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Musicoterapeuta, Mestr em Psicologia, Cantora, Compositora, Escritora, Empresária, Diretora Artística e Geral da Oficina Viva Produções

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