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Infinito Particular

Infinito Particular

Ah essa pandemia...

Tenho evitado focar meu olhar em sua pior parte (porque são inúmeras e de um peso sufocante) assim consigo visualizar o que de bom ela nos trouxe. Mas nem sempre consigo ser tão “plena”!

“Eis o melhor e o pior de mim”

A leveza de "férias" prolongadas às vezes cede lugar para o desespero da rotina dentro do apartamento. A mãe tranquila também cede lugar para a mãe louca. O corpo em movimento cede lugar para as dores que surgem a cada dia em um novo lugar. A paz muitas vezes cede lugar para o caos.

E os meus que o digam. Guerreiros domésticos (esposo e filhos), estamos nos conhecendo da melhor e pior forma.

Outro dia, enquanto me ocupava em lavar as louças cantarolava uma canção. Parei para refletir sobre o que ela dizia e uma estrofe parecia que tinha conversado comigo, sobre meus questionamentos do tempo que vivemos.

“Vem, cara, me repara
Não vê, 'tá na cara
Eu sou porta-bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante”

Exatamente assim que me sinto (creio que não sou a única). No meu infinito particular sou pequenina e também gigante. Choro quando não me sinto forte, enxugo minhas lágrimas, levanto a cabeça e continuo a jornada. Em outros momentos em que eu poderia reclamar vejo surgir forças onde não existiam antes e tomo posse dela, o mundo não pode parar.

E assim vamos seguindo em nossos infinitos particulares, nos reinventando, recriando, produzindo, silenciando, orando, lutando, enlouquecendo e amando.

Quando achamos que não somos nada, nos deparamos com o mundo de possibilidades que existem em nosso interior.

É vida que segue!!!

 

Crédito para a canção: Infinito Particular – Marisa Monte (https://www.letras.mus.br/marisa-monte/515189/)

 

Photo by Angely Acevedo on Unsplash

Hathyelle Keise de Sena Pernisa
Esposa, mãe, profissional e escritora no Blog Restabeleça

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